sexta-feira, 1 de junho de 2012

Vida na água e na terra:

Times diferentes:
A vida dos anfíbios está, em geral, associada á água. Muitos deles passam parte da vida na água e parte na terra. Daí vem a explicação para o nome "anfíbio", que significa "duas vidas". Eles se dividem em três ordens:
Anura, que agrupa rãs, sapos e pererecas.
Caudata (Urodela), da qual fazem parte as salamandras.
Gymnophiona (Apoda), cujos representantes são as cobras-cegas ou cecílias.

Metamorfose:
Essa palavra faz referencia a uma grande transformação, em que nada fica como antes. É o que acontece com a maior parte dos anfíbios.O ciclo de vida desses seres vivos envolve geralmente três fases: ovo, larva e adulto. 

A imagem a cima mostra o ciclo de um anfíbio, nesse caso um sapo. Os filhotes se chamam girinos, eles eclodem da ova de anfíbios em apenas poucos dias, normalmente, leva alguns meses para se tornarem adultos. Talvez você já deve ter ouvido a palavra "metamorfose", você sabe o que significa? Significa transformação, é o que acontece na imagem a cima que vimos. Durante a metamorfose do girino as branquias desaparecem, surgem pernas traseiras, depois dianteiras, a cauda encolhe e forma-se os pulmões.  Depois, esse girino vira um adulto, e passa a respirar pelos pulmões e pela pele, ou seja, passam a fazer a respiração cutânea.
    A maioria das rãs e sapos, deposita seus ovos na água, mas a espécies que depositam em folhas e até em seu corpo. Os sapos colocam seus ovos em fileiras, enquanto as rãs em cachos, isso se chama "ova de anfíbios".

De todos os tipos:
Existem espécies de anfíbios que nunca deixam a água nem a fase larval, outras que não habitam a água em nenhum estágio da vida, e aqueles que, quando adultas, não tem pulmões e respiram pelas branquias, pela mucosa bucal e até pela pele (respiração cutânea).
 O sistema respiratório desses animais é rudimentar quando é comparado, por exemplo, ao dos mamíferos. A maioria dos anfíbios não possuem caixa torácica nem costelas nem diafragma para auxiliar a inflar os pulmões.
Pele sempre úmida:
A pele dos anfíbios desempenha uma função muito importante não apenas no auxílio á respiração como na proteção, mesmo sendo lisa, sem escamas ou pelos. Glândulas espalhadas pelo corpo tem a finalidade de mante-la sempre úmida, daí vem a aparência geralmente gosmenta desses animais. Esse artifício é fundamental, uma vez que a maioria dos anfíbios, ao se afastar de seu habitat úmido, morreria com o ressecamento da pele.

  













Troca de "roupa":
Assim como os répteis, os anfíbios podem trocar de pele. A diferença é que estes não trocam por inteiro, apenas fragmentos. A frequência da muda varia de acordo com a espécie. Uma rã que habita os bosques ao sul dos Estados Unidos aparenta trocar de pele todos os dias. Em outras espécies, o intervalo de muda pode ser de um mês ou mais. 

Língua pegajosa:
Os sapos usam sua língua grande e pegajosa para capturar insetos, enquanto as rãs, caçam com sua própria boca. Observe as imagens a baixo de uma rã-touro caçando um pardal macho:

Sapo, rã ou perereca?

Sapo:
 Sapo-cururu (tirada em Assis por Beatriz Pique)
Habitat: prefere viver em terra firme
Tamanho: de 2 a 25 centímetros
Número de espécies: cerca de 300

Tem aparência estranha, pele rugosa e cheia de verrugas.
Suas pernas curtas fazem com que dê pulos limitados e 
desajeitados. Graças a glândulas na região dorsal, o sapo
libera veneno que pode irritar nossos olhos e as mucosas.
Mas a peçonha só pode ser expelida se o animal sofrer uma
pressão externa, como ser pisado.
Rã:
 Rã-touro

Habitat: mora principalmente em lagoas
Tamanho: de 9,8 milímetros a 30 centímetros
Número de espécies: mais de 4 mil

Se o sapo assusta pelo veneno, a rã é considerada um prato 
sofisticado em muitos países. Ela tem a pele lisa e brilhante. 
Suas pernas são longas e correspondem a mais da metade do
 tamanho do animal. As patas traseiras podem ser dotadas de 
membranas que ajudam a rã a nadar.
Perereca:
 Perereca

Habitat: muito encontrada em galhos de árvores

Tamanho: menos de 10 centímetros
Número de espécies: mais de 700

Em geral, a perereca é menor que um sapo ou uma rã e tem
como característica os olhos esbugalhados, deslocados para
fora. Suas pernas finas e longas permitem grandes saltos
- algumas alcançam a marca de 2 metros de distância! 
As pontas dos dedos da perereca possuem um tipo de ventosa, 
que ajuda a subir nas árvores.
Coloridos venenosos:


Uma coisa eu falo, não se engane com a aparência bonitinha deles.  Alguns são tão venenosos que podem até paralisar animais ou levá-los ate a morte.
Nas florestas tropicais, como na Amazônia, encontram-se as espécies de rãs que pertence à família Dendrobatidae. Embora muito pequenas, mas não devem ser menos prezadas. As cores vibrantes que eles têm –AMARELO, AZUL, VERMELHO ou VERDE- funcionam como um aviso aos seus predadores para se afastar de seu poderoso veneno que possui.
Essa secreção é capaz de afetar o funcionamento dos músculos e do cérebro, e também tem o poder de paralisar imediatamente uma ave ou um macaco – algumas espécies podem conter veneno suficiente para matar seis homens no Máximo. Quanto mais colorido for, mais cuidado tome.
    Um desses é o sapo-flecha, o veneno dele é tão letal que os nativos da América do Sul o usam nas pontas das flecha, daí o nome de sapo-flecha. Ele cresce cerca de apenas 3cm de comprimento.

                                                                                                                   Sapo-flecha
Camuflados
As cores também desempenham outro importante papel. Alguns anfíbios chegam a mudar de cor com a alteração da temperatura ou da luminosidade do ambiente. Essa variação é possível graças á grande quantidade de pigmentos de suas células.
Além da cor, a forma pode ser útil para se proteger de seus inimigos. Duas espécies de sapo-pipa, encontrados na Amazônia e no Nordeste, apresentam uma forma achatada e coloração marrom-esverdeada, que contribuem na camuflagem em seu habitat, confundindo-as com folhas mortas (secas).


Acasalamento:
No acasalamento, a fêmea expele pela cloaca, na água, um longo cordão gelatinoso e transparente, com milhares de ovos pequenos e escuros, e o macho lança sobre eles o líquido seminal, contendo os espermatozoides. Assim, a fecundação acontece no meio externo, aquático.


A noite do acasalamento, podemos ouvir vários coaxar dos machos, como uma chamada sexual, para atrair as fêmeas.
 Macho de anuro vocalizando com seu saco vocal.

Anfíbios:
Eles estão entre os primeiros vertebrados a deixar o meio aquático e a se aventurar em terra firme. Entre as quase seis mil espécies reconhecidas, incluem-se sapos, salamandras e cobras-cegas ou Cecília. De modo geral, passam parte da vida na água e parte na terra, e são encontrados em ambientes úmidos quase sempre longe de extremos climáticos. 
cerca de 4.800 espécies de sapos. A maioria deles vive próximo a uma fonte de água, muito embora existam sapos que vivam em ambientes úmidos que não são considerados ambientes aquáticos ,como a Serra Pilhe ira de florestas tropicais úmidas.A necessidade de água é mais premente para os ovos e os girinos do sapo,e algumas espécies utilizam poças temporárias e água acumulada nos ramos de plantas ,como as bromélias como sítio de criação.
 Os anuros machos possuem sacos vocais, expansões da cavidade bucal que emitem sons. Cada espécie possui uma freqüência de som, sendo este um caráter utilizado na sistemática. Pelo ”coaxar”, os anuros machos de uma mesma espécie se comunicam entre si, demarcando seus territórios e atraindo fêmeas. Em algumas espécies, o saco vocal dos machos abriga os ovos fecundados, e o desenvolvimento dos girinos ocorre, portanto, dentro do corpo do “pai”, de forma segura.



VIDA DENTRO E FORA D’ÁGUA:
   Na história evolutiva dos vertebrados, os anfíbios foram os animais que iniciaram a conquista do meio terrestre. Eles desenvolveram então várias características de adaptação a esse novo ambiente, como, por exemplo, os pulmões, as pernas e uma fina camada córnea permitem, no entanto, a passagem do oxigênio do ar para os vasos sanguíneos, que é a chamada respiração cutânea.
   Apesar dessas adaptações, os anfíbios ainda dependem do meio aquático para a reprodução. A postura dos ovos e a fecundação são feitos na água, e suas larvas respiram por brânquias, órgãos também presentes nos peixes.
   A simples observação da metamorfose dos anfíbios mostra claramente a adaptação da suas larvas ao meio aquático e dos adultos do meio terrestre.

Glândulas lacrimais:
Os anfíbios são dotados de glândulas lacrimais e olhos com pálpebras, o que pode ser interpretado como uma adaptação ao meio ambiente terrestre, pois protegem os olhos contra dessecamento. As lágrimas umedecem os olhos e as pálpebras, ao se fecharem, distribuem as lágrimas por todo o olho. Glândulas lacrimais e pálpebras são estruturas presentes em todos os tetrápodes.

Vejam um pedaço desse documentário:



















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